18 de abr de 2012

Das borboletas na cabeça..



Que o passado se releve
após as chuvas estrondosas
que a tristeza se releve
depois de lágrimas copiosas

que o olhar seja sorriso
em leve afagar de plumas
e que sorrisos sejam fartos
grãos de areia pelas dunas

volta inconstante
do ser o que se foi
dessa entrega extasiante
de querer o que se é
de estar onde se está
e de querer o que vier

 passagens por si
de crescer quando pequeno está
e de diminuir, quando grande se é
de controlar-se, de aproveitar-se
de viver, 
indiscriminadamente
viver a cada instante