3 de jan. de 2014

Sem expectativas. Promessas






De promessas
mais alguns dias cheios de promessas
nada de vazias expectativas
Não.
não sou eu quem promete,
Mas a mim foi prometido
Um ano todo novo
de dias ainda todo vazio
Não há de se cantar mudanças,
não há de se cantar tristezas
Apenas promessas
De fato um novo ano de 
Vivê(r)ncias

Feliz ano novo!!

29 de out. de 2013

vitórias...sempre!

Do seio de sua tormenta
fermenta a massa que me alimenta
Vede que correr a ti é melhor que esperar

Se tu sofres, sei que é boa
Se me aceita, sei que consegui
A ti não há escolha
Se foges é boa
Se fica não é mulher pra mim!

Ass: Um homem do século passado a uma mulher vitoriana.

8 de nov. de 2012

da retomada...



A infinita benção do recomeço
Essa nossa capacidade de voltar do chão, voltar do mergulho e ver de novo o espelho d'água.

É encantador voltar,
É intimidador, repetir
Mas é maravilhoso conseguir

Conseguir repetir bons hábitos.Retirar-se da confusão e colocar-se nessa linearidade falsa, mas confiante de que é possível seguir.
Com medo, talvez um pouco triste,
mas extremamente responsável pelas falhas que aparecem

Imagem daqui

31 de out. de 2012

da gente...




"Com o tempo a gente se perde, não? A gente se perde e fica cada vez mais difícil se encontrar. Não pode dar espaço pra incerteza, pra falta de bom senso e pra falta de humor. Não pode. A gente vai se perdendo e chega um ponto na vida que, mesmo decidido a volta, nada pode ser mudado completamente. Porque quando há a volta, a gente enfrenta os problemas, antes deixados pra trás, de frente. A gente olha diretamente nos olhos e não há como recuar. É como entrar em casa e de repente não reconhecer o marido e os filhos. Olhar pra aquelas caras e tentar entender o que eles fazem ali, por que ocupam aquele espaço na sua casa e por que a olham com tanta estranheza, como se não a reconhecessem também. A gente entra em casa e parece estar numa outra dimensão, onde tudo anda mais lento, onde tudo é mais feliz, mas onde a hostilidade é muito maior com as diferenças. Com o tempo, a gente se perde por conta das diferenças que deixamos de exercer. Deixamos de ler os livros que gostamos porque são chatos, não-intelectuais, porque eles não estão nas listas dos livros recomendados pelos grandes escritores. Deixamos de ouvir as músicas que gostamos porque são bregas. A gente se perde por pouco. Pela opinião dos outros, pelas caras tortas e pelo dedo apontado. Com o tempo, a gente se perde tanto que não há mais volta e pular do abismo é a melhor solução. Nem sempre há como retroceder e as oportunidades, sim, elas são raras. Com o tempo, a gente não consegue mais admirar a nossa família, não consegue mais aturar a incompetência no trabalho. A gente, esse bando de gente tola e estúpida, nós estamos nos perdendo tentando bestamente nos enfeitar."

Bela cópia feita do blog Estranhos, texto excelente escrito por 
Marcelo R. Rezende

18 de out. de 2012

do verbo...




Viver...
Que verbo bonito de escrever
Ao que me nota, surpreende
é que em nota o verbo não se estende

Viver, caros,
é verbo intransitivo
as vezes intransitável
Mas com o tempo,
Meu deus,
com o tempo é inimaginável

Por que ao final, ao meio
bem...
uma hora tudo se torna
Eu vivo.
Eu vivo com amor.
Eu vivo para o bem.
Eu vivo pela dor.

Um hora a gente escolhe
o complemento que preenche
o verbo íntimo viver
que por si mesmo
nada exige
mas que incide em nosso querer.

1 de out. de 2012

de não se perder...



Precisamos de fantasia, de magia
e não é infantilidade
é ser humano, eu sou humano
e todo dia me questiono sobre isso...

Por que? me parece que esqueceram
algumas pessoas esqueceram disso
que são humanas, e acabam por perder
a fantasia, a magia das pequenas coisas

Por que? é o que ainda tento responder
é a pergunta que não deixo morrer
porque tenho medo de me perder da humanidade
de me perder da magia que dá e não vende
que doa e não cobra
Que colore tudo afinal e não deixa
em apenas tons de verdes e injustiça...

21 de set. de 2012

de se montar


às vezes queria somente algumas palavras para dizer
mas elas estão indo
sumindo
esvaindo
de dentro de mim
O que resta senão a saudade?!
A alegria de saber que consegui
conter as palavras sangradas
que explicavam o vazio sem fim...

: )

4 de set. de 2012

O que há enfim!?

O que há de ver em vir?!
Não há de ser em si
Nada mais que um ter de mim

O que há pra ver em si
senão um se não
um sim - não

o que há pra ver em nós
se não um sim em mim
um não em ti

o que há de mim em nós?!
O que há de si em nós?!
o que há de nós em nós?!

Apenas uma fala sem voz
Apenas um abraço atroz
uma despedida enfim

8 de ago. de 2012

Inspiração


Como as essência de um perfume
Dançante,
esgueirando-se lentamente de sua musa
Inesquecível,
perfume de uma dama indecente

Deixa seus passos
Em notas,
A serem achados ainda cálidos

Fios dourados de cabelos
Doces,
Lembranças da alma
Poesia
Cantada a plenos versos
pela musa encantada da torre
Inspiração

Imagem do blog Claque ou Claquete

30 de jul. de 2012

O que dizer!?

Mas o que dizer afinal?
Se em mim habita essa complacência
esse conformismo de ver o mundo

Não me espanto 
Nada me dói mais
E tudo se torna poesia mansa

E o que falar a mais?
Se as definições dizem algo
e acreditar já é mais fácil

                                                                                                                                   pensar se torna difícil
                                                                                   o esquecimento cobre tudo
                                                                                  e as poesias se tornam calmas

                                                                                   Não há sentido em poesias calmas
                                                                              Não há sentimento descritível por simples aquietamento
                                                                              Porque poesia é retrato de dor, raiva, sorrisos e lamento
                                                                              Sentimento puro, cristal não lapidado
                                                                              e essa calma, esse conformismo, essa mansidão
                                                                                      não é poesia, 
                                                                                    Isso não.


2 de mai. de 2012

De alguns suspiros perdidos



Achei que tudo que poria aqui seriam boas coisas
Mas esqueci-me das outras coisas, as verdadeiras
Reais, irreais, fantasmagóricas, negras, difíceis
Acho que sonhei que era tudo doce, um joãozinho
um menininho direto para a casa de gostosuras
as vezes achava que seria pelo menos menos trágico
ou talvez mais leve e confortável
mas nada tem a ver com conforto, talvez um pouco com leveza
mas leveza de saber levar, mas como não se sabe a não ser quando se sabe
naquele momento em que se está lá...
Achei que não ia me roçar mais as unhas dentro dessa bolha
disso tudo que ainda mora aqui dentro
talvez me esqueci dessas coisas
dessa estória de outrora, deveras um doce lamento
A morte diz da verdade, em que se tece todas as mentiras
"Um punhado de bem, um punhado de mal. É só misturar com água."
é só misturar com água e deveras estarei lá
não como deidade pura e vívida, mas
talvez e só talvez um borrão de tinta, talvez um sorriso apagado
um olhar colorido, ombros baixos, cansado
Mas que ironias, mas que destinos e que retas, curvas
que vida! que choro! que coisa!
Jamais saberei....não há o que saber, dessas tristezas que me tomam
desses vazios que me carregam, somente a verdade, simples, mas inexplicável
sem argumentos o suficiente para acreditar...
mas só punhados de bem e de mal sabem,
mesmo certos que não, sim
mas beirando sempre o talvez....
no entanto nada resta, nem mesmo o que sobra
já dizia também uma velha estória de um velho poeta

"Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida."



Imagem daqui

18 de abr. de 2012

Das borboletas na cabeça..



Que o passado se releve
após as chuvas estrondosas
que a tristeza se releve
depois de lágrimas copiosas

que o olhar seja sorriso
em leve afagar de plumas
e que sorrisos sejam fartos
grãos de areia pelas dunas

volta inconstante
do ser o que se foi
dessa entrega extasiante
de querer o que se é
de estar onde se está
e de querer o que vier

 passagens por si
de crescer quando pequeno está
e de diminuir, quando grande se é
de controlar-se, de aproveitar-se
de viver, 
indiscriminadamente
viver a cada instante


26 de mar. de 2012

Depois do Kraken




Eu podia estar limpando meus restos, mas não vai passar para dentro de novo
Não derramarei mais nenhuma lágrima pelo casco dessa barca
Não por essas situações,
Não por essas suas línguas

Digo, que por mais que beirem meus olhos as lágrimas não caírão
Digo, que por mais que tente, eu colocarei ferro nessa barca, esfriarei os motores e não deixarei você entrar
Não de novo
Ponho aqui o meu limite...
Não quer dizer que eu somente odeie
Mas não somente amo...
Te amo....
Por isso olharei, nos limites dessas suas ondas,
não mais entrará,
seremos dois, um amor de um pro outro

Assim o quero, mas o que queres?!

Se descobrir, estarei esperando, sempre!

Bela imagem do blog Antônio Machado

16 de mar. de 2012

Das águas de março


"É pau, é pedra, é o fim do caminho..."

E dessas gotas que escorregam no corpo
que descarregam as tristezas
e deixa mais morno o ar

E dessa vida meio sem jeito
Desse olhar meio obscuro
Dessa fala sem sentido
que deixa voar

E dessas coisas
meio mudas
meio tristes
e meio alegres
que inundam e que se perdem
em águas de março
sem razão.
em restos.
vestígios daquilo que nunca se soube o que foi

"São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração"

5 de mar. de 2012

Dessas coisas






São nessas curvas que lhe traçam a pele que vejo o respeito,
São nesses olhos gentis, de quem jamais abandona, é que vejo o amor,
São nessas lembranças de ti que sinto um abraço.

São nessas horas da vida que vejo lembranças,
São nesses dias da vida que me reconforto,
São nesses meses que distanciam a dor e tudo vira saudade.

É sempre saudade...
É sempre uma lacuna com aquele resquício de sinceridade,
de carinho!

2 de mar. de 2012

Dos dias de preto



Naqueles dias de preto em que a gente soluça
Naqueles dias em que os elos são fortes e que fazem rolar lágrimas
Não há palavras, não há o que ser dito no silêncio negro
Eu não me relembro de nada
Não me vejo a olhar
Apenas quero oferecer, um abraço
Apenas esse gesto que conforta e que leva ao chão
Por que a tristeza de dois é mais forte que uma
e porque as lágrimas se compartilham no coração
Naqueles dias de preto
em que um abraço é o gesto mais perigoso e afável
que o choro é tão libertador quanto a felicidade...
Naqueles dias de preto, além dos horizontes do marrom...

24 de fev. de 2012

Das linhas não escritas



Mais um dia se foi,
a maré levando o sol por detrás de suas dunas de água

Mais estrelas que chegam,
pintam-se revoltas por detrás das nuvens

Mais um beijo que sela,
Nas águas de areia, a fala arrastada, o suor, o sal, o céu,
sem estrelas
Só beijos descalços nas areias, nas nuvens. Olhos estrelados.
Amor!



Protesto!
Como assim d.?! Não podemos mais comentar?! =/

16 de fev. de 2012

Dos futuros


Que tal me dar asas
Pena a pena
Costuradas a cada beijo
a cada sôfrego arquejo

Que tal fazer-me anjo
Dar-me auréolas
roubadas de ti pelos olhos
pelos círculos feitos em sua pele

Que tal fazer-me anjo
Com a presença além dos beijos
Voos altos, retornos e ensaios
De almas prontas a acontecer



Imagem gentilmente pega do blog momentos sinceros
Inspiração advinda de Anjo Clandestino

6 de fev. de 2012

Dos bons lembretes..

"Pessoas reais estão longe de atingir a perfeição exibida nos perfis de nossos amigos virtuais. Pessoas reais sentem dores, sentem medo, são inseguras às vezes, ficam bravas, cometem erros, acordam tristes de vez em quando, com a cara inchada, com aquelas bolsas roxas horrendas sob os olhos e os cabelos parecendo palha seca de vassoura, coisas que nunca encontraremos nas fotos encantadoras e joviais de nossos amigos virtuais sempre impecáveis.
 
Pessoas reais exigem de nós o aprofundamento das relações, nos desafiam, nos decepcionam às vezes, mesmo quando nos amam. Pessoas reais nos dão trabalho, e mais, fazem com que a gente dê de cara com a nossa própria sombra. Pessoas reais revelam nossos defeitos e exigem muto mais de nós. Quando nos cansamos de um amigo vitual, basta desligar o computador. Na vida real não é assim.
 
No entanto, pessoas reais também são capazes de gestos grandiosos, de atitudes lindas e surpreendentes, nos pegam no colo quando mais precisamos, nos embalam, nos abraçam, ficam ao nosso lado mesmo quando o desespero salta na forma de lágrimas de nossos olhos inchados. Pessoas reais são capazes de ir além, de aceitar não só nossa beleza e nossas virtudes... Isso é fácil. Pessoas reais são capazes de nos aceitar mesmo quando nos sabem cheios de defeitos. Isso definitivamente não é nada fácil!
 
Pessoas reais são aquelas que têm a coragem de olhar na parte mais funda de nossos olhos sem medo do que possam vir a encontrar. Pessoas reais nos tocam a alma e nos fazem crescer, coisas que a superficialidade virtual nunca será capaz de oferecer."

Patrícia Gebrim

Veja o artigo no Vya Estelar

29 de jan. de 2012

Das lembranças terrenas...


O que serão dos domingos?
Das tardes na varanda?
Dos dedos de prosa 
que sua timidez permitia?

E as laranjas descascadas? 
Os biscoitos do guarda-roupas?
E o seu riso sapeca?
Não há mais...

Não há mais seus passos na cerâmica
Seu abraço de saudades
Aquele "até mais" da janela azul
Não há mais
a televisão alta
Os beliscões no tio
ou sua vigília para o nosso futuro
Não há mais você..

Mas saiba que existem lembranças
Marcas de seus passos 
Você não se perderá, 
Estará viva em nós que ficamos
A sua imagem doce e afável permanecerá
Lembraremos de ti e guardamos a certeza
de que, seja onde for, rezará por nós.

Abraços,
Muitos,
pela sua vida e agora pela sua eternidade!